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Tarifas de Trump: Por que seu Próximo Celular e PC Podem Ficar Mais Caros

28 de julho de 2025
662 palavras, tempo de leitura de 3 minutos.

E aí, pessoal! Beleza?

Vamos falar de um assunto que parece distante, cheio de termos econômicos complicados, mas que vai impactar diretamente o seu desejo de consumo: as tarifas do presidente Trump. A cruzada protecionista dos EUA para, segundo eles, proteger a indústria local, está criando uma onda de instabilidade global, e o setor de tecnologia está bem no meio do tsunami.

A lógica é simples e brutal. Pensa comigo: de onde vêm as pecinhas que montam o seu smartphone, seu notebook, sua placa de vídeo? A grande maioria vem da China e de Taiwan. Quando os EUA taxam esses componentes, o custo de fabricação explode. E quem você acha que vai pagar essa conta no final?

Exato. Nós, os consumidores.


A Antecipação dos Gigantes: Apple e Samsung Já se Preparam

As gigantes da tecnologia não são bobas. Elas viram essa tempestade se formando no horizonte. Empresas como Microsoft, Dell e HP, sabendo dos planos de Trump, aceleraram a produção no final de 2024 para criar um estoque gigantesco e segurar os preços por um tempo.

Mas o estoque está acabando, e a conta vai chegar. Fontes do Wall Street Journal já deram o papo reto: prepare o bolso, porque o futuro iPhone 17 e o Galaxy S26 devem vir com preços bem mais salgados, justamente por causa dessas tarifas. E se Apple e Samsung vão aumentar, pode ter certeza que o resto do mercado virá junto.

Para piorar, haverá uma tarifa adicional de 25% sobre semicondutores – os chips! Sabe o que usa chip? TUDO. Do seu mouse sem fio ao data center mais complexo do planeta.


E o Brasil? A Nossa Tarifa de 50% e o Efeito ‘Menos Pior’

“Ok, mas o Brasil foi taxado em 50%, a maior de todas as tarifas! Estamos mais ferrados ainda, certo?” Calma, aqui a coisa é um pouco mais complexa.

  • O Lado “Menos Pior” para a Tecnologia: A tarifa de 50% é sobre produtos exportados do Brasil para os EUA e vice-versa. Como a gente importa a maioria dos nossos eletrônicos diretamente da Ásia (mesmo um iPhone é “Made in China”), essa taxa específica não encarece diretamente o celular que você compra na loja.
  • O Lado Ruim para TODOS: Ninguém escapa. O aumento global do preço dos componentes e dos chips feitos na China e em Taiwan vai afetar o custo de produção de TODOS os eletrônicos do mundo. A fábrica da Apple na China vai pagar mais caro pelas peças, e esse custo será repassado no preço final do iPhone que chega aqui.
  • O Lado Péssimo para o Brasil: A nossa tarifa de 50% será um baque violento para outros setores da nossa economia, como o agronegócio e a indústria, atingindo em cheio gigantes como a Embraer.

A Black Friday Está em Risco?

Com esse cenário de custos crescentes e estoques preventivos se esgotando, a grande dúvida que fica no ar é: será que os preços se seguram até a Black Friday?

A famosa sexta-feira de descontos pode não ser tão “black” assim este ano, com as empresas tendo menos margem para promoções agressivas. É bom já ir se preparando psicologicamente.


Um Jogo Onde Todo Mundo Sai Perdendo

A verdade é que essa guerra de tarifas parece ser um jogo onde não há vencedores. As empresas enfrentam custos maiores, a economia global fica mais instável e, no fim da linha, nós, consumidores, pagamos a conta com preços mais altos.

Ainda há rodadas de negociação pela frente, e o cenário pode mudar. Mas, por enquanto, a recomendação é clara: se prepare para um futuro próximo com gadgets mais caros.

E aí, o que você acha dessa história toda? Você está disposto a pagar mais caro nos seus eletrônicos por causa de uma briga comercial entre potências? Comenta aqui embaixo, vamos desabafar juntos!