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Tarifaço de Trump: A ‘Canetada’ Veio, mas Lista de Exceções Alivia o Impacto

1 de agosto de 2025
606 palavras, tempo de leitura de 3 minutos.

E aí, pessoal! Beleza?

É oficial: a nova tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos já está em vigor. O presidente Donald Trump antecipou a “canetada”, mostrando pouca vontade de negociar. O cenário parecia apocalíptico, mas ao ler as letras miúdas do decreto, a história mudou de figura.

A ordem executiva que instituiu o “tarifaço” veio acompanhada de uma lista com 694 exceções. Isso mesmo, quase 700 tipos de produtos foram poupados, transformando o que parecia um ataque nuclear econômico em algo mais parecido com um ataque cirúrgico.

A ‘Lista do Alívio’: O Que Escapou da Taxa de 50%?

A lista de produtos que escaparam da sobretaxa é enorme e, mais importante, estratégica. Basicamente, os EUA protegeram tudo aquilo que é essencial para eles e que, se ficasse mais caro, poderia gerar inflação por lá. Foram poupados:

  • Produtos agrícolas e minerais: Castanha-do-brasil, suco de laranja, madeira, celulose, etc.
  • Combustíveis: Petróleo e carvão.
  • Aviação: Aeronaves, motores e peças (um alívio GIGANTE para a Embraer).
  • Veículos e autopeças.
  • Fertilizantes.
  • Metais preciosos.

Em números, essa “lista do alívio” representa US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras que NÃO SERÃO taxadas. Um respiro e tanto!

A Lista do Prejuízo: Quem Ficou na Chuva?

Apesar da generosidade seletiva, a caneta de Trump pesou, e pesou muito, para alguns setores extremamente importantes para o Brasil. Ficaram de fora das exceções e vão sentir o baque dos 50%:

  • Café: Um mercado de quase US$ 2 bilhões em exportações para os EUA.
  • Carne bovina: Outro gigante, com US$ 1,6 bilhão em vendas para os americanos.
  • Frutas.
  • Têxteis.
  • Calçados.
  • Móveis.

Para os produtores desses setores, o tarifaço não tem nada de “tarifinha”. É uma medida devastadora que exigirá uma readequação completa para mitigar as perdas.

A Jogada Política por Trás da ‘Tarifinha’

Agora, o papo reto. Com tantas exceções, fica claro que o objetivo principal de Trump não era quebrar a economia brasileira. Como disse o economista Hsia Hua Sheng, da FGV, a medida “atende exclusivamente aos interesses dos Estados Unidos”, evitando que o preço de produtos essenciais suba para o consumidor americano.

Então, qual foi a real intenção? Política.

No fim das contas, a “canetada” foi muito mais uma jogada para o xadrez político interno e externo do que um ataque econômico total. Foi a forma de Trump:

  • Mostrar força e cumprir a promessa de taxar o Brasil.
  • Inserir-se diretamente na briga entre o STF e a família Bolsonaro.
  • Provocar e pressionar o presidente Lula no cenário internacional.

A guerra é de narrativas, e a economia foi só o campo de batalha escolhido para mandar o recado.

Não Foi o Fim do Mundo, mas a Treta Continua

O resultado final é agridoce. Para a economia brasileira como um todo, o impacto do “tarifaço” foi drasticamente reduzido. O apocalipse previsto não veio. No entanto, para setores inteiros que geram milhares de empregos, como o do café e o da carne, o golpe foi duro e real.

A “canetada” de Trump foi mais simbólica do que efetiva no macro, mas a tensão política e diplomática que ela causou está longe de ser resolvida. E não se espante se, nos próximos meses, você vir algum gringo reclamando no Twitter que o cafezinho brasileiro ficou mais caro por lá.

E aí, o que você achou dessa reviravolta? Foi uma “amarelada” do Trump para não prejudicar a própria economia ou uma jogada de mestre? Comenta aqui embaixo!