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Deepfake é Crime? Como a Lei do ‘Copyright de Rosto’ Pode te Proteger

20 de julho de 2025
690 palavra, tempo de leitura de 1 minuto.

Introdução

E aí, pessoal! Beleza?

Vamos falar de um dos assuntos mais sinistros e importantes da tecnologia hoje: deepfakes. A capacidade da Inteligência Artificial de criar vídeos e fotos falsos, mas ultrarrealistas, de qualquer pessoa, abriu uma verdadeira Caixa de Pandora. O uso dessa tecnologia para o mal explodiu, e a sensação de vulnerabilidade é geral. E se usarem o meu rosto?

Enquanto a gente aqui no Brasil ainda engatinha em uma legislação específica, um país lá na Europa teve uma ideia tão genial quanto óbvia, que pode mudar as regras do jogo.


A Dinamarca Acende o Alerta: E se Você Fosse Dono do Seu Próprio Rosto?

Pensa comigo: você é dono dos direitos autorais de uma música que compõe ou de um livro que escreve, certo? A Dinamarca está propondo levar essa lógica para o próximo nível: e se cada cidadão tivesse, por lei, o copyright sobre a sua própria aparência?

A jogada é de mestre! Com essa mudança, criar um deepfake realista de alguém sem autorização passaria a ser, automaticamente, um crime de violação de direitos autorais. Isso daria à vítima um poder jurídico imenso para processar os responsáveis, exigir a remoção do conteúdo e pedir indenizações. Seria uma ferramenta de defesa simples, direta e poderosa.

Claro, a proposta ainda está em debate e tem suas exceções (como o uso em sátiras), mas é um passo gigantesco na direção certa.


A Realidade Brasileira: Uma Colcha de Retalhos Legal

“Ok, ideia genial. Mas e aqui no Brasil?”. A nossa situação é o que podemos chamar de uma “colcha de retalhos”. Não temos uma lei escrita “é proibido fazer deepfake”, mas também não é terra de ninguém.

  • A Má Notícia: A falta de uma lei específica faz com que os crimes com deepfake sejam enquadrados em outras categorias, como estelionato, extorsão ou crimes contra a honra. Funciona, mas nem sempre com a agilidade e a força que deveria.
  • A Boa Notícia: Já temos algumas cartas na manga. O nosso “direito de imagem” é garantido por lei e já proíbe o uso não autorizado da nossa aparência. Além disso, o Marco Civil da Internet também pode ser acionado para proteger nossa privacidade e dados pessoais.

Ponto de Atenção: Os Números do Pesadelo (e Por Que a Gente Cai)

Se você acha que o perigo é pequeno, se liga nesses dados:

  • Ninguém Vê a Diferença: Um estudo da iProov revelou que menos de 1% das pessoas consegue identificar com precisão um vídeo ou foto falsa gerada por IA. A tecnologia ficou boa demais.
  • Crescimento Explosivo: Entre 2022 e 2023, o Brasil registrou um aumento de 830% em crimes envolvendo deepfakes, segundo a Sumsub. O número de deepfakes encontrados no país também cresceu 800%. É uma verdadeira epidemia digital.

Uma Luz no Fim do Túnel? Os Avanços na Lei por Aqui

Apesar da lentidão, algumas coisas estão acontecendo. Recentemente, o Código Penal foi alterado para aumentar a pena do crime de violência psicológica contra a mulher quando ele é praticado com uso de IA ou deepfake. É um avanço importantíssimo, já que as mulheres são as maiores vítimas desse tipo de ataque. Além disso, o TSE também vem proibindo o uso de deepfakes para criar conteúdo falso em campanhas eleitorais.


Conclusão: A Batalha Contra os Clones Digitais

A verdade é uma só: a tecnologia dos deepfakes está avançando na velocidade de um foguete, enquanto a nossa legislação ainda anda a passos de tartaruga. A proposta da Dinamarca de criar um “copyright de rosto” é uma ideia brilhante que poderia simplificar muito a nossa defesa.

Enquanto uma regulamentação completa da IA não vem, a melhor arma que temos é a informação e a pressão por leis mais fortes. A batalha contra nossos “clones digitais” está apenas começando.

E aí, o que você acha dessa ideia de ter “copyright” sobre o seu rosto? Você se sente seguro com as leis que a gente tem hoje? Comenta aqui embaixo, essa é uma discussão que afeta a todos nós!