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Cibersegurança no Brasil: Inovadores no Pix, mas uma ‘Fortaleza de Papel’?

28 de julho de 2025
659 palavras, tempo de leitura de 3 minutos.

E aí, pessoal! Beleza?

Saiu o novo Relatório de Cibersegurança 2025 da Brasscom, e os dados sobre o Brasil são um verdadeiro paradoxo. Por um lado, a gente pode estufar o peito de orgulho: conquistamos o 12º lugar no ranking global de segurança cibernética. Somos referência mundial em inovação financeira com o Pix e o Open Banking. Golaço!

Mas, quando a gente olha os detalhes, a comemoração vira preocupação. A real é que, ao mesmo tempo em que construímos cofres superinteligentes, continuamos deixando a chave embaixo do tapete. Somos um alvo ambulante para ataques cibernéticos, e os números não mentem.


O Cofre de Bilhões com a Chave Debaixo do Tapete

O Brasil é uma terra de contrastes digitais. A gente cria o Pix, um sistema de pagamento instantâneo que o mundo inteiro estuda, mas, ao mesmo tempo, somos um dos países mais atacados do planeta. Se liga nesse cenário:

  • 38% da população brasileira foi alvo de golpe bancário ou tentativa só em março de 2025.
  • O custo médio de uma única violação de dados para uma empresa por aqui é de US$ 1,36 milhão.
  • Só em 2023, o país sofreu 60 milhões de tentativas de ataques.

É uma guerra, e a gente está apanhando.


Dinheiro Tem, Mas a Prioridade… Cadê?

“Ah, mas a gente está investindo!” Sim, estamos. A projeção é de quase R$ 105 bilhões em cibersegurança até 2028. O problema é que esse investimento parece ser mais por desespero do que por estratégia. Estamos correndo atrás do prejuízo, apagando incêndio, em vez de prevenir.

E a prova disso está na mentalidade das empresas. A segurança de TI é a segunda maior preocupação dos gestores, mas na hora de abrir a carteira, ela cai para o quarto lugar na lista de investimentos reais em tecnologia. É o famoso “sei que é importante, mas vejo isso depois”. E o “depois” pode ser tarde demais.


A Guerra Sem Soldados: Quem Vai Nos Proteger?

Mesmo que a gente tivesse todo o dinheiro do mundo, falta o principal: gente. Existe um apagão de profissionais de cibersegurança no Brasil.

Iniciativas como o programa “Hackers do Bem” são espetaculares e pretendem formar 30 mil profissionais. Mas olha o tamanho do buraco: em 2023, apenas 1.849 especialistas em Segurança da Informação se formaram no país inteiro. É como tentar apagar um incêndio florestal com um copo d’água. Simplesmente não tem “soldado” suficiente para essa guerra.


“Bons de Começar, Ruins de Terminar”

O relatório da Brasscom deu o diagnóstico perfeito e desconfortável da nossa situação: o Brasil é um “early adopter, but late finisher”.

Ou seja: a gente é ótimo para adotar tecnologias novas, para inovar, para sair na frente. Mas na hora de fazer o trabalho chato e essencial de implementar a segurança, de “fechar as portas e trancar as janelas” da nossa casa digital, a gente falha miseravelmente.

  • 79% das empresas admitem que estão expostas a ataques, mas não fazem nada a respeito.
  • 97% acreditam que a IA é fundamental para a proteção, mas só um terço realmente coloca a ideia em prática.

A Tarefa de Casa é Urgente

Chega de ser o super-herói com um ponto fraco gigante. O Brasil tem o potencial, a criatividade e a inovação para ser uma potência digital segura. Mas para isso, a mentalidade precisa mudar, do CEO da grande empresa ao usuário comum.

Segurança cibernética não é um produto que você compra, é uma cultura que você constrói. Exige investimento, planejamento e, acima de tudo, prioridade. A nossa tarefa de casa digital é urgente.

E aí, como está a segurança digital na sua empresa ou na sua vida pessoal? Você se sente seguro no Brasil digital? Comenta aqui embaixo, essa é uma conversa que a gente precisa ter com urgência, antes que seja tarde demais.