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A Guerra do Home Office: CEO de Banco Gigante Desafia o Presencial Obrigatório

4 de agosto de 2025
621 palavras, tempo de leitura de 3 minutos.

E aí, pessoal! Beleza?

A pandemia virou o mundo do trabalho de cabeça para baixo. O home office, que era exceção, virou regra. Agora que a poeira baixou, uma verdadeira guerra de filosofias tomou conta do mundo corporativo: voltamos todos para o escritório ou abraçamos de vez a flexibilidade?

Enquanto gigantes do mercado financeiro como Goldman Sachs e JPMorgan já tocaram o berrante, convocando todo mundo de volta para a baia, um “diferentão” resolveu remar contra a maré e jogar a real. Bill Winters, o CEO do banco Standard Chartered (aquele mesmo que patrocina a camisa do Liverpool), saiu em defesa do trabalho híbrido com um argumento simples e poderoso.

O ‘Diferentão’ do Mercado: “Nós Trabalhamos com Adultos”

Em uma entrevista à Bloomberg, Winters soltou a pérola que deveria virar quadro na parede de todo escritório:

“Nós trabalhamos com adultos e adultos podem ter conversas de adultos com outros adultos e decidir como eles vão gerenciar da melhor forma a sua equipe.”

É ou não é genial? A filosofia dele é baseada na confiança. Em vez de tratar o funcionário como uma criança que precisa de supervisão constante, ele acredita que as pessoas são responsáveis o suficiente para entregar suas tarefas, mesmo que a cama quentinha e a Netflix estejam a poucos passos de distância.

No banco dele, o trabalho flexível e a presença no escritório são vistos como complementares, não como inimigos. A ideia é que a pessoa vá ao escritório porque QUER ir, para colaborar, para trocar ideias, para mentorar os mais novos, e não porque um chefe mandou.

A Pedrada da Harvard: “O Híbrido Ainda Não Está Funcionando”

Agora, o papo reto. Enquanto a filosofia de Bill Winters é linda no papel, um artigo recente da prestigiadíssima Harvard Business Review jogou um balde de água fria na festa com um título que é uma verdadeira pedrada: “O híbrido ainda não está funcionando”.

Segundo os especialistas da Harvard, a confiança no funcionário não é o maior problema. A questão é mais profunda. O modelo híbrido, como está sendo aplicado hoje, está gerando:

  • Dificuldade de Relacionamento: Funcionários novos não veem os mais velhos trabalhando, pedem menos ajuda e se sentem mais isolados.
  • Menos Colaboração: As pessoas se fecham em suas tarefas individuais e colaboram menos em projetos maiores.
  • Inferno das Reuniões Virtuais: Reuniões online demais, longas demais, produtivas de menos, aumentando a sensação de solidão.
  • Morte da Cultura da Empresa: Fica quase impossível absorver os valores e a “vibe” da empresa, criando um abismo entre quem foi contratado antes e depois da pandemia.

A Fórmula Mágica Não Existe

O que essa treta toda nos mostra? Que a fórmula mágica para o futuro do trabalho ainda não foi inventada.

A visão de Bill Winters, baseada na confiança e na autonomia, é o caminho que todos nós sonhamos. Por outro lado, o alerta da Harvard é real: o modelo híbrido, se for mal implementado, pode ser um tiro no pé, destruindo a colaboração e a cultura que levam anos para serem construídas.

A solução, ao que tudo indica, não é forçar todo mundo a voltar para o escritório, mas sim “redesenhar” o trabalho híbrido. Cada empresa, cada equipe, precisará encontrar seu próprio equilíbrio, com regras claras, propósito e muita conversa. A guerra está longe de acabar.

E aí, qual o modelo ideal na sua opinião? Presencial, híbrido ou 100% remoto? Sua empresa já achou o equilíbrio ou a briga ainda está rolando? Comenta aqui embaixo, vamos trocar essa ideia!