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Apple Card: A ‘Briga de Casal’ que Tira o Goldman Sachs e Traz o JPMorgan

31 de julho de 2025
605 palavras, tempo de leitura de 3 minutos.

E aí, pessoal! Beleza?

Pode parecer estranho, mas sim, a Apple tem seu próprio cartão de crédito. Lançado em 2019 e (infelizmente) exclusivo dos Estados Unidos, o Apple Card é tudo aquilo que a gente espera da Maçã: totalmente integrado ao iPhone, sem taxas anuais, com cashback e até uma versão física feita de titânio com aquele design minimalista de cair o queixo.

Mas para oferecer um serviço desses, a Apple precisa de um banco por trás da operação. E é aí que a novela começa. O parceiro original, o banco de investimentos Goldman Sachs, está prestes a ser trocado pelo gigante JPMorgan Chase.

O Divórcio Bilionário: Por que o Goldman Sachs Quer Pular Fora?

A parceria, que tinha um contrato assinado para ir até 2030, azedou. E o motivo é simples: o Goldman Sachs estava perdendo rios de dinheiro com o Apple Card.

Só em 2023, o banco revelou um prejuízo de 1 BILHÃO de dólares com a parceria. Segundo eles, o acordo original, assinado por uma gestão anterior, era ruim e eles foram “pressionados” pela Apple a aprovar clientes com um risco de calote muito alto. É o famoso “quem foi o estagiário que assinou isso aqui?”. Cansados de queimar dinheiro, eles mesmos já queriam pular fora do barco.

O Novo Amor: JPMorgan, o ‘Gigante’ dos Bancos

E a Apple, claro, não ia ficar sozinha. Segundo o The Wall Street Journal, a empresa não foi atrás de um parceiro qualquer. Ela está fechando negócio com o JPMorgan Chase, simplesmente o maior banco dos Estados Unidos em valor de mercado (mais de US$ 815 bilhões) e o maior emissor de cartões de crédito do país.

É uma jogada de mestre da Apple, que troca um parceiro insatisfeito e com prejuízo por um titã que tem experiência de sobra e bala na agulha para bancar a operação. A briga pode ficar boa também pela bandeira: Visa e American Express já estão de olho para tentar tomar o lugar da Mastercard.

E o Brasil? Podemos Sonhar com o ‘MaçãBank’?

Agora, a parte triste da história para nós, brasileiros. Com toda essa mudança, será que finalmente veremos o Apple Card por aqui? A resposta, infelizmente, é: provavelmente não.

Mesmo com a troca de parceiros, uma expansão internacional do serviço não parece estar nos planos imediatos. E vamos ser sinceros: a vida do Apple Card no Brasil seria duríssima. Ele teria que competir com fintechs já consolidadas como Nubank e Inter, que oferecem serviços excelentes e já dominam o mercado.

E, claro, temos o nosso rei supremo dos pagamentos, o Pix. Para que se estressar com mais um cartão de crédito quando o Pix resolve 99% da nossa vida de forma instantânea e gratuita?

Uma Mudança de Gigantes, Mas Longe de Nós

A troca do Goldman Sachs pelo JPMorgan no comando do Apple Card é uma movimentação gigantesca no mundo onde as Big Techs encontram as Grandes Finanças. Mostra o poder da Apple em ditar as regras e buscar os maiores parceiros possíveis.

Para nós, por enquanto, essa novela é algo que assistiremos de longe, comendo pipoca. É uma espiada fascinante nos bastidores do poder, mas que não deve mudar a forma como pagamos nossas contas tão cedo.

E aí, o que você acha? Você teria um Apple Card se ele viesse para o Brasil? Ou o Pix e as fintechs já dominam seu coração (e seu bolso)? Comenta aqui embaixo!