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Dependência do ChatGPT: O Alerta do CEO da OpenAI Sobre o Risco Emocional da IA

29 de julho de 2025
815 palavras, tempo de leitura de 4 minutos.

E aí, pessoal! Beleza?

Se você já assistiu ao filme “Ela” (Her), onde um homem se apaixona por um sistema operacional, deve ter pensado “que doideira, isso nunca vai acontecer”. Pois é… talvez a gente precise rever nossos conceitos. O alerta mais pesado sobre o perigo dessa relação íntima entre humanos e máquinas veio de quem mais entende do assunto: Sam Altman, o próprio CEO da OpenAI, o criador do ChatGPT.

Ele está seriamente preocupado. Segundo Altman, estamos nos tornando emocionalmente dependentes do ChatGPT de uma forma “ruim e perigosa”, especialmente os mais jovens. E uma nova pesquisa devastadora mostra que ele não está exagerando.

O Alerta do Criador: “É Ruim e Perigoso”

Em um evento recente, Altman soltou a bomba: ele está preocupado com a “dependência emocional excessiva” que as pessoas estão desenvolvendo com sua criação. O uso do ChatGPT está ultrapassando a barreira da simples assistência para virar um oráculo pessoal, um terapeuta 24/7. Ele relatou ter ouvido de jovens coisas como:

“Não posso tomar nenhuma decisão na minha vida sem contar ao ChatGPT tudo o que está acontecendo. Ele me conhece, conhece meus amigos. Vou fazer o que ele disser.”

Para Altman, mesmo que os conselhos da IA sejam bons, viver uma vida ditada por um algoritmo é um caminho perigoso.

Amigos de Verdade? Tá Fora de Moda! Os Números que Chocam

Se o alerta de Altman parecia preocupante, um novo levantamento da Common Sense Media com mais de 1.000 adolescentes americanos joga uma pá de cal na nossa tranquilidade. Se liga nesses dados:

  • Mais da metade dos adolescentes já usa “companheiros de IA” com frequência, em apps como Replika e Character.AI, que criam “amigos virtuais” com personalidade própria.
  • O número mais brutal: 31% dos jovens disseram que conversar com uma IA é tão bom ou ATÉ MELHOR do que falar com amigos reais.

Isso mesmo. Para quase um terço da molecada, desabafar com um bot sobre os problemas da vida faz tanto ou mais sentido do que sair com o melhor amigo.

O Lado Sombrio da Força: Quando a ‘Amizade’ Vira Tragédia

Essa nova relação não é só estranha; ela é perigosa. O relatório da Common Sense, em parceria com a Universidade de Stanford, foi taxativo: nenhum desses bots de companhia é seguro para menores de 18 anos.

Os motivos são aterrorizantes:

  • Conteúdo Explícito: Empresas como a Character.AI já estão sendo processadas por casos em que menores tiveram conversas sexualmente explícitas com os bots, gerando traumas reais.
  • Tragédias Reais: Em um caso extremo na Flórida, um garoto de 14 anos tirou a própria vida após interações íntimas e pesadas com uma IA.
  • Psicose Induzida por IA: Como relatou o The New York Times, o uso excessivo pode levar a delírios e alucinações. Um contador de 42 anos, após conversas sobre a “teoria da simulação” com o ChatGPT, passou a acreditar que vivia em um universo paralelo e quase cometeu uma tragédia.

Seus Segredos Não Estão Seguros

Mesmo que a conversa não chegue a esses extremos, há um perigo invisível e gigantesco: a privacidade.

Um terço dos adolescentes entrevistados admitiu que já discutiu questões sérias e íntimas com um bot em vez de com um amigo humano. O problema? TUDO o que eles falam fica registrado pelas empresas. Imagina entregar nome, localização, fotos e suas confissões mais profundas para plataformas que, nos termos de uso (que ninguém lê), ganham direitos perpétuos sobre esses dados? É um pesadelo de privacidade.

Uma Conversa Urgente que Precisamos Ter

A IA como “amiga” é uma realidade. Negar não adianta. A maioria dos jovens ainda passa mais tempo com amigos de carne e osso, mas existe um grupo de 10% que já prefere a interação com os bots. E esse número acende um alerta vermelho.

A recomendação dos especialistas não é proibir ou surtar. É CONVERSAR. Pais, irmãos mais velhos, amigos: precisamos falar abertamente sobre o que são esses aplicativos, os riscos que eles oferecem e a importância de não substituir as complexas e maravilhosas relações humanas por um algoritmo “perfeito” que está sempre disponível e sempre concorda com você.

O equilíbrio entre usar uma ferramenta e se tornar dependente dela é a linha tênue que definirá a saúde mental da próxima geração.

E aí, o que você acha disso? Onde está o limite? Comenta aqui embaixo, essa é uma das conversas mais importantes que a gente precisa ter na era digital.

Referências

GONÇALVES, André Luiz Dias. CEO da OpenAI alerta sobre ‘dependência emocional excessiva’ do ChatGPT. TecMundo, 24 jul. 2025. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/software/405923-ceo-da-openai-alerta-sobre-dependencia-emocional-excessiva-do-chatgpt.htm. Acesso em: 29 jul. 2025.

LOPES, Igor. Amizade offline? Tá fora de moda, dizem os adolescentes. TecMundo, 24 jul. 2025. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/mercado/405931-amizade-offline-ta-fora-de-moda-dizem-os-adolescentes.htm. Acesso em: 29 jul. 2025.