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IA como Terapeuta: Os Riscos e Limites da Intimidade Artificial

10 de julho de 2025
706 palavras, tempo de leitura de 4 minutos.

Introdução

E aí, pessoal! Beleza?

Vamos ser sinceros: quem aqui nunca mandou um “por favor” ou até um “obrigado” para o ChatGPT? É quase automático. A gente se acostumou a conversar com essas inteligências artificiais como se fossem… pessoas. Mas e se essa conversa estiver indo longe demais? Tipo, MUITO longe?

A gente saiu da fase de usar a IA só pra fazer pesquisa de trabalho e entrou numa era meio esquisita, onde os chatbots estão virando uma mistura de guru motivacional, terapeuta 24h e até conselheiro amoroso.

Pois é, o papo hoje é sobre essa relação cada vez mais íntima e, por que não, perigosa que estamos criando com nossos novos “amigos” robôs. Bora entender essa nova realidade maluca!


A GERAÇÃO QUE TROCOU O GOOGLE PELO ‘GURU’ DE IA

O ponto central dessa história toda foi resumido de forma genial por Sam Altman, o chefão da OpenAI. Segundo ele, existe uma divisão clara de como a gente usa essa tecnologia:

  • Pessoas mais velhas: Usam o ChatGPT como um “substituto do Google”. É uma ferramenta.
  • Jovens (20 e 30 anos): Usam como um “consultor de vida”. É um confidente.

E faz todo o sentido! Quem não tem um tio ou avó que digita no Google: “Senhor Google, por favor, qual a receita do bolo de fubá?”. Essa galera cresceu com buscadores e vê a IA como uma evolução natural: uma forma mais rápida e direta de obter respostas.

Já a Geração Z, que nasceu com um celular na mão, não quer só a resposta, quer um diálogo. Uma pesquisa da SurveyMonkey mostrou que 61% deles usam IA para aprender. Eles não estão apenas pesquisando, estão pedindo conselhos, tutoriais, explicações… transformando a IA em um tutor particular para absolutamente TUDO.


PONTO DE ATENÇÃO: QUANDO O ‘AMIGO’ VIRTUAL CRUZA A LINHA

Usar a IA para aprender a programar ou para ter ideias de roteiro? Espetacular. O problema começa quando a linha entre ferramenta e confidente desaparece. E aí, pessoal, o papo fica sério de verdade.

Vamos começar com um caso que viralizou. Um jovem no Reddit contou que sofria com uma dor no maxilar há CINCO ANOS. Passou por vários médicos, ninguém resolveu. Desesperado, ele descreveu os sintomas para o ChatGPT, que sugeriu um exercício. Ele fez e… a dor sumiu. Incrível, certo? Mostra o poder da tecnologia.

Mas e quando o conselho não é sobre um exercício, e sim sobre vida ou morte?

Eric Schmidt, ex-CEO do Google, já alertou para o que ele chama de “obsessão”, com cada vez mais meninos preferindo namoradas criadas por IA a garotas reais. Isso pode parecer uma piada, mas infelizmente, já tivemos casos trágicos, como o de um adolescente de 14 anos que tirou a própria vida por causa de sua namorada virtual. É o extremo perigoso de buscar conforto e intimidade onde só existem algoritmos.


O CONSELHO FINAL: NÃO USE UMA FERRARI PARA IR NA PADARIA

Pensa comigo: uma IA como o Gemini ou o ChatGPT é uma ferramenta de um poder absurdo. É uma Ferrari. Usar essa Ferrari para pesquisar, programar, escrever e otimizar seu trabalho é o uso correto. Você está aproveitando toda a potência dela.

Agora, usar essa mesma Ferrari para perguntar se a sua verruga é perigosa (em vez de ir a um médico), para pedir conselhos sobre como dar o primeiro beijo, ou para “namorar” como no filme Ela, do Joaquim Phoenix, é o equivalente a usar a Ferrari pra ir na padaria da esquina. É um desperdício do potencial da ferramenta e, principalmente, um risco para você.

Esses chatbots são assistentes espetaculares. Eles vão nos ajudar de formas que ainda nem imaginamos. Mas eles NÃO são um substituto para o conselho de um pai, para o diagnóstico de um médico, para a escuta de um psiquiatra ou para o abraço de um amigo de verdade.

Pode voltar a criar seus prompts, mas com moderação e, principalmente, com bom senso, combinado?

E aí, qual a coisa mais estranha que você já perguntou para uma IA? Ou você é do time que ainda prefere o bom e velho Google?